Sentimentos…um dia arrebento…

“A única coisa de que me arrependo é de não ter estado à altura da pessoa que encontrei na minha vida e que a marcou para sempre” – Eduardo Lourenço

Este grande filosofo, numa entrevista me que faz o balance da sua vida, percorridos que estão 94 anos diz isso…será que a pessoa que me “tirou” do meu canto, tem noção que me pode ter marcado para sempre, sendo que não tinha intenção de nada?…

Li em outro cantinho, um artigo lindo com o título “Então e Eu?”…e em outro contexto, o meu contexto digo…então e eu? como supero? Como crio novas metas? Como supero este meu sentimento?…

Coisas boas…continuo a tratar do meu corpo, neste momento está a ser encarado como um templo sagrado…e como sagrado que é…tem que estar “limpo e arrumado”…as coisas vão ficando, só tem a “cena” tipo âncora…

Coisas muito boas…a Big amiga vai ter um menino…soube ontem…e é maravilhoso…se fosse uma menina…seria igualmente maravilhoso..e o que se pode oferecer?…confesso que já quando foi com o meu sobrinho, a primeira prenda que ofereci foi um peluche lindo da tuc tuc e à minha irmã..uma tarde num SPA…porque as mães são muito apaparicadas na gravidez e depois quando as pessoas a visitam, nem olham para elas…já notaram isso? quando nasce um bebé, a mãe perde o nome, passa a ser mãe…e como dizia a minha irmã…vira transparente….e eu sempre luto contra esse sentimento…por isso…o que oferecer à Big amiga? Lembrei-me de uma aguarela ou um retrato, teria que contar com a ajuda do pai da criança para essa surpresa…porque SPA ela sabe que não seria novidade…;)….

Anúncios

6 comentários em “Sentimentos…um dia arrebento…

  1. Antes de mais parabéns à Big amiga… pelo rapaz e por saber bem quem escolher para a sua “tribo”! É realmente importante ter alguém que nos veja como pessoas individuais uma vez mãe… quando até nós nos esquecemos disso! É um prazer indescritível ser mãe de alguém… mas será que ainda se podem lembrar do nosso próprio nome?!
    Quanto à sua “cena” há muito que me pergunto quais as feridas que experimentou no passado! Parece-me existir um cérebro racional muito ativo e um emocional muito negligenciado… o clássico desenvolvimento mental de alguém que aprendeu muito cedo que não pode contar com ninguém para atender às suas necessidades, que só pode contar consigo próprio. Um individuo com esta aprendizagem, uma vez adulto, tende a negligenciar e até troçar das necessidades dos outros… e o mais triste é que quarenta por cento da população se encaixa nesta descrição!

    Curtir

    1. Obrigada pelas suas palavras….dizem quem me conhece de pequena, que era para lá de traquina e tagarela…as pessoas que me conhecem já adulta dizem que tenho um aspecto duro e inflexível mas depois é só “fachada”…não tenho memória de nada, tenho realmente “muros” altos e por isso é que esta “cena” me está a afectar…outra coisa que me dizem muito é que sou muito inteligente e assusto os homens….eu acho que tenho um sexto e eventualmente sétimo sentido…..e normalmente tenho razão….
      Como posso trabalhar isso? Lendo? Procurando ajuda profissional? Se sim…quem?

      Curtido por 1 pessoa

      1. Antes de mais identifico-me, principalmente com a descrição que faz de si na idade adulta… tal e qual o que costumavam dizer de mim…
        Se for da zona norte (Porto, Guimarães , V. N. Famalicão) tenho uma ótima psicóloga que posso recomendar. Se se der bem com o Inglês posso sugerir alguns cursos simples (estou concretamente a recordar-me de um) para efetuar e aprender a conhecer-se melhor.
        Embora eu adore ler não me estou a recordar de nenhum livro concreto para recomendar. Vou dar uma vista de olhos à minha biblioteca a ver se aparece algo que possa sugerir.

        Curtir

      2. A psicóloga de que falo é a Dra Leandra Azevedo. Pode encontrá-la em várias cidades do Norte do País como as que já referi.
        O curso a que me referi tem o seguinte link:
        http://ecourse.psychalive.org/making-sense-of-your-life-ecourse-dan-siegel-lisa-firestone/
        Se bem que goste muito desta abordagem, principalmente para começar um trabalho nesta área, penso que o aprofundar desse trabalho passa pelo caminho contra-intuitivo de irmos de encontro aos sentimentos que nos perturbam, para que possamos começar a entende-los e desconstruir-los. Para tal recomendo o livro Already Free: Buddhism meets Psychotherapy on the path of liberation. É o livro mais poderoso que já encontrei sobre relacionamentos. É possivel encontrá-lo na Amazon. Não é de fácil leitura e compreensão. Para mim, trabalhar com a sua “discípula” Leslie Potter tem sido fundamental. Ela é extremamente acessível e pode marcar com ela uma “discovery session” onde para poderem conversar sem qualquer compromisso. Pode referir o meu nome ( ela conhece o meu percurso e apoiou-me no lançamento do blog).

        Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s